Brasília, 24 (AE) - As empresas de telefonia não deverão reduzir as tarifas das ligações interurbanas nas primeiras semanas de julho. Segundo o gerente geral de Normas e Padrões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Edmundo Matarazzo
a tendência é de as empresas avaliarem primeiro qual será a reação dos usuários em relação à competição e as atitudes dos concorrentes. "Ninguém se arriscará a jogar com os preços de forma indiscriminada", afirmou.
O mercado de telecomunicações avalia que reduzir as tarifas de forma abrupta logo no início da competição, no dia 3 de julho, poderá criar problemas ainda maiores para as operadoras. Com tarifas baixas demais, o tráfego telefônico poderá aumentar em demasia e a qualidade do serviço ficará comprometida. As operadoras, explicou Matarazzo, vão fazer uma análise do mercado antes de anunciar descontos e promoções tarifárias.
Quando for consultar quais são as tarifas mais baixas o usuário terá que analisar o valor relativo a cada rota de ligação (entre uma cidade e outra) e não as tarifas globais ofertadas pelas operadoras. Isto significa que uma ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro poderá ter uma tarifa diferente da chamada entre São Paulo e Belo Horizonte.
A diferença será motivada pelos impostos cobrados em cada cidade, a distância e o volume de tráfego na rota. "Para aumentar as ligações entre determinadas cidades, uma empresa pode dar descontos específicos", lembrou Matarazzo. "As tarifas dependerão de local para local", explicou. Em alguns países existem empresas especializadas em informar as tarifas de telefonia para os usuários.
No último aumento nos preços, a Tele Centro Sul, Embratel e Telefônica pediram o mesmo percentual de aumento para as chamadas interurbanas nacionais. Apenas a Telemar apresenta tarifas e aumentos diferenciados. Assim, o valor do minuto de ligação destas três empresas é o mesmo. A tendência é que depois de consolidada a competição haja uma redução nestas tarifas seja por horário de ligação ou por minuto falado.

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