Anatel dá prazo para fundo que vai gerir a venda de ações da CRT
Anatel dá prazo para fundo que vai gerir a venda de ações da CRT17/Mar, 16:54 Por Gustavo Paul Brasília, 17 (AE) - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu um prazo de 90 dias para que o fundo que vai gerir a venda das ações da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) conclua o negócio. O órgão regulador divulgou hoje as regras de criação do fundo fideicomisso (gerido por instituição financeira), que terá de ser criado até o dia 21 de março caso a Tele Centro Sul (TCS) não compre até aquela data as ações pertencentes à Tele Brasil Sul (TBS), cuja majoritária é o grupo Telefônica de Espanha. A Anatel determinou que o fundo seja gerido por uma instituição financeira, constituída como empresa brasileira e sem a participação societária ou relação de coligação ou controle com a TBS. Fazem parte do consórcio, além da Telefônica Internacional, o Banco Bilbao Viscaya, a Iberdrola, a Rede Brasil Sul, a Telefônica de Argentina, Portugal Telecom e a CTC do Chile. Esse fundo será investido de poderes especiais para vender as ações ordinárias da CRT, que correspondem a 85,19% do capital da operadora gaúcha. O fundo também poderá exercer com independência os direitos de propriedade, sem direito de voto e veto na empresa. A Anatel quer aprovar previamente a venda das ações da CRT ao longo do prazo de 90 dias. Desde meados desta semana, o consórcio TBS está negociando com instituições financeiras a constituição do fundo fideicomisso que vai gerir a venda das ações. "Como não sabemos a sequência dos acontecimentos, temos que trabalhar em paralelo e estamos envolvidos em instituições que possam entrar dentro do perfil estabelecido pela agência", disse o presidente da Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira. A constituição desse fundo foi uma imposição da Anatel, anunciada em 5 de fevereiro. Naquela data, a agência afastou a TBS da gestão da CRT e deu um prazo de 45 dias para a conclusão das negociações de venda da operadora. Desde a privatização do Sistema Telebrás, em julho de 1998, a Telefônica tinha um prazo de 18 meses para se desfazer da CRT, pois a legislação não permite que ela tenha duas concessões de telefonia fixa no País. A TBS aguardará até a próxima segunda-feira que a TCS aprove a compra das ações da CRT por US$ 850 milhões. O acordo de compra e venda foi acertado nas últimas semanas em Madri entre a Telefônica de Espanha e a Italia Telecom, sócia da TCS. Os demais sócios da Tele Centro Sul, porém, ainda não concordaram com o negócio.





