São Paulo, 03 (AE) - O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Elias Conz, disse ontem à noite que o governo está estudando uma medida de retaliação contra os "aumentos abusivos de preços" que estão sendo anunciados pelos setores de alumínio, aço e vidro. Depois de conversar com o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, Conz disse que o governo viu com simpatia a proposta da Anamaco de reduzir a alíquota de importação desses produtos, que hoje está em torno de 20%.
Conz informou ainda que o governo estaria disposto a criar um imposto de exportação para dificultar a venda desses produtos no mercado internacional. No caso do cimento e de outros materiais de construção, como cerâmicas, pisos, tijolos e azulejos, que devem ter seus preços reajustados em fevereiro, Conz diz que um aumento de até 4% seria "bastante razoável" para esses itens. Isso porque, explica ele, esses reajuste estariam refletindo a alta de 2% para 3% da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos preços dos combustíveis. "Não podemos aceitar é que produtos que não dependem de componentes importados tenham seus preços reajustados em cima da valorização do dólar", disse Conz.

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