Análise em camiseta deve provar se sangue é de uma das vítimas
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A camiseta encontrada pela polícia próximo da trilha em que Osíris Del Corso, 22 anos, e sua namorada, 23, passaram sob a ameaça de um bandido foi entregue, ontem, no Instituto de Criminalística (IC) de Curitiba. Havia manchas de sangue na peça de roupa. Segundo o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, coordenador da investigação, a mancha pode ser do suspeito de ter assassinado Osirís e atirado e violentado sua namorada, na Praia dos Amores, no Morro do Boi, em Caiobá, no último final de semana.
O exame deve mostrar se o sangue é de uma das vítimas e, assim, comprovar que a camiseta é realmente do suspeito. Cartaxo disse que será feito uma análise do sangue para quando prenderem o suspeito fazer um confronto do material genético.
Os policiais designados para atenderem ao caso passaram o dia em diligências, mas até o final da tarde de ontem ainda não havia novidades sobre o suspeito. O delegado ainda contou que já há algumas fotos de possíveis suspeitos. Os retratos, inclusive, estariam sendo vistos por um ambulante, que teria visto o suspeito no dia do crime.
As fotos devem ser levadas para a namorada de Osíris, quando ela reunir condições para conversar com a polícia e descrever o suspeito para um possível retrato-falado.
Para pedir um basta a violência, amigos e familiares do casal farão uma passeata na região central de Curitiba, no próximo domingo. É a indignação com essa violência, afirmou Luiz Alberto da Cruz, presidente do Rotary da Avenida das Torres. Os familiares e amigos devem se reunir na praça Santos Andrade, às 10 horas. Eles devem seguir pelo calçadão da rua XV e terminar a passeata na feira do Largo da Ordem.
Ontem à tarde, os médicos do Hospital Vita retiraram por algumas horas os aparelhos que auxiliavam a respiração da namorada de Osíris. Segundo o boletim médico, ela demonstrou raciocínio normal, mas ainda com certa dificuldade para respirar. Os aparelhos, então, foram religados.
A moça permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ainda não há uma avaliação neurológica definitiva, embora o quadro da jovem seja estável.
A polícia de Foz do Iguaçu investiga um crime semelhante ao caso que ocorreu em Caiobá. No município da região Oeste, já há um retrato-falado de um homem que teria assassinado um rapaz, de 21 anos e uma adolescente, de 13 anos, que estariam com o jovem. Ele também teria sido violentado. O crime ocorreu domingo à noite, no Jardim Petrópolis.


