Análise do próprio comportamento
Na linha comportamental, segundo a psicóloga Simone Oliani, o homem é fruto de várias contingências - sua história de vida, o ambiente onde vive e seus aspectos biológicos, e a história de cada um é fruto de aprendizado. No caso de uma depressão, por exemplo, é preciso investigar se na história dessa pessoa há modelos de comportamento depressivo, fatores biológicos envolvidos, e se esse tipo de comportamento é de alguma maneira valorizado, além de buscar o repertório de habilidades que essa pessoa tem para enfrentar situações aversivas. ''O objetivo é melhorar o auto-conhecimento e com isso encontrar estratégias e habilidades para viver de forma mais saudável e adequada aquele contexto'', avalia.
Não há distinção se um comportamento é patológico ou normal, mas se ele provoca ou não sofrimento. A idéia, na abordagem comportamental, é que se um comportamento foi aprendido, é possível aprender outro. ''É um processo demorado, doloroso e, ao mesmo tempo, intenso, em que, tanto terapeuta, quanto cliente, são ativos no processo. O terapeuta, com uso de técnicas, identificando, através do relato do cliente, o que chama de comportamentos clinicamente relevantes'', explica. O que se busca, segundo ela, é que a pessoa passe a fazer uma análise do próprio comportamento e das suas causas, até um momento em que não vai mais precisar mais do terapeuta.(C.P.)





