Analgésicos aumentam risco de hipertensão
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de setembro de 2009
Agência Graffo 
A hipertensão arterial é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal no país. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apenas 23% das pessoas já diagnosticadas como hipertensas controlam corretamente a doença, 36% dos hipertensos não fazem controle algum e 41% abandonam o tratamento após melhora inicial
A hipertensão arterial acontece quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias para se movimentar é muito forte, ficando acima dos valores considerados normais e seguros para o organismo. Considera-se alta a pressão arterial que estiver acima de 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A única maneira de constatar o problema é fazendo medição regularmente, em ambulatórios, consultórios ou hospitais.
Uma pesquisa feita com mais de 83 mil mulheres de 27 a 44 anos revelou seis fatores relacionados a hábitos de vida que aumentam a chance de hipertensão. Além de obesidade ou sobrepeso, responsável por 40% dos casos, 17% poderiam ter evitado o problema se não tivessem consumido de maneira excessiva analgésicos comuns, vendidos sem prescrição médica. O levantamento foi feito por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
O consumo de medicamentos sem prescrição são mesmo preocupantes. Em 2007, um estudo divulgado pela revista americana Arquivos de Medicina Interna, realizada com 16 mil homens com idade média de 64,6 anos que não sofriam hipertensão no início do teste (que durou quatro anos) concluiu que as pessoas que consumiram paracetamol comercializado sob o nome de Tylenol seis ou sete vezes por semana tinham 34% mais probabilidades de desenvolver hipertensão.
Os homens que consumiram regularmente aspirina registraram um aumento do risco de 26%. Além disso, os antiinflamatórios sem esteróides, como o ibuprofeno e o naproxeno, aumentam as probabilidades de desenvolver hipertensão em 38%, segundo o mesmo estudo.
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia, Ministério da Saúde, ''Jama''


