Brasília - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tornará mais rígidas, até o final do ano, as regras de pontualidade e regularidade dos voos das companhias aéreas que operam no país, informou ontem o diretor-presidente da agência reguladora do setor, Marcelo Guaranys.
As empresas que apresentarem um percentual elevado de atrasos e cancelamentos em slots (espaços e horários em aeroportos) muito concorridos terão que ceder lugar a companhias menores, como forma de acirrar a concorrência no setor.
Essa é uma regra que já é aplicada hoje no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o mais movimentado do Brasil, mas que até dezembro deve ser ampliada para outros terminais.
De acordo com Guaranys, a Anac está estudando mudanças na fórmula que determina a qualidade do serviço prestado pelas companhias. As exigências para o percentual aceitável de voos que saem no horário serão endurecidas, o que acabará incluindo na regra aeroportos menos demandados do que Congonhas, como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Brasília.
Guaranys negou que o poder de veto que a Infraero terá nas concessões de aeroportos a serem repassados para a iniciativa privada (a estatal continuará a deter 49% de participação nas sociedades que serão criadas) afastará interessados nos leilões. ''A atratividade será mantida.''
Ele também declarou que a venda da WebJet à Gol, negócio que recebeu aprovação preliminar da Anac nesta semana, representa redução à concorrência entre as empresas aéreas brasileiras, mas apontou que as companhias de menor porte hoje possuem 15% de participação de mercado.

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