Anac manda suspender venda de passagens para Congonhas
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terça-feira, 24 de julho de 2007
Agência Estado 
Brasília- A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou ontem a suspensão total da venda de passagens com vôos partindo do Aeroporto Internacional de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e informou que essa proibição temporária poderá se estender a outros aeroportos, ''se houver necessidade''. A crise é tão séria que o governo ofereceu ontem aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para ajudar as companhias a fazer transporte de emergência dos passageiros e a desafogar os aeroportos - as empresas não aceitaram a ajuda.
Em outra decisão, a Anac determinou que os vôos a partir de Congonhas terão duração máxima de duas horas. Esse limite é para obrigar as companhias a usar Congonhas com menos carga, menos passageiros e menos combustível - isto é, com menos peso para as pistas do aeroporto. Isso significa que os vôos a partir de Congonhas alcançarão cidades distantes da capital paulista, até 1.800 quilômetros.
A princípio, a suspensão da venda de passagens para Congonhas irá durar de 24 a 48 horas, período que o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, espera que seja suficiente para controlar o caos no aeroporto, com as companhias atendendo aos passageiros que têm bilhetes e que não conseguiram embarcar. Na próxima semana, devem entrar em vigor algumas das novas rotas aéreas, visando a desafogar Congonhas. Mas a completa reestruturação da malha só deverá ser adotada em 60 dias, prazo dado pelo Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) para as empresas se adaptarem às novas regras.
''Esperamos no final da tarde de amanhã (hoje) estarmos vivendo um outro momento'', afirmou Zuanazi, ao informar que se reunirá com as empresas para discutir a reordenação das rotas, na quinta e sexta-feira.
Zuanazzi afirmou que a suspensão de venda de passagens não é inédita e foi tomada no Natal, quando houve uma outra grave dificuldade nos aeroportos do País. Naquela época, o principal obstáculo foi overbooking e excesso de vôos charters. Ele anunciou um total de seis medidas para conter o caos nos aeroportos do País.
Zuanazzi admitiu que as passagens poderão mesmo aumentar de preço por causa da proibição de conexões e escalas em Congonhas. ''Se tem pressão de demanda e falta de oferta, é natural que isso ocorra (aumento do preço)'', disse, ao salientar que o preço das passagens está liberado. Mas avisou que a Anac ''estará com lupa para ver se as empresas não vão carregar nas tintas''.


