São Paulo- A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) abriu um processo administrativo para averiguar em que condições de segurança operacional a Manaus Aerotáxi operava o Bandeirante, que caiu no sábado em Manacapuru (AM). O acidente deixou 24 mortos. A investigação pode levar seis meses.
A empresa opera desde 2003 e não havia registrado, até sábado, nenhum acidente. A auditoria mais recente da Anac na empresa ocorreu em novembro de 2008 e não foram constatadas irregularidades que comprometessem as operações, segundo a agência.
O município de Coari (AM) parou ontem para acompanhar o velório e o enterro de 22 das 24 vítimas do acidente. A Polícia Militar estima que, desde o final da tarde de domingo, quando os corpos chegaram ao aeroporto do município, cerca de 40 mil pessoas se dirigiram aos dois ginásios onde ocorreram os velórios. O município tem, segundo o IBGE, 65.222 habitantes.
A Prefeitura de Coari decretou luto oficial de três dias. Somente familiares e amigos próximos, identificados com uma faixa de luto na camiseta, podiam entrar no cemitério. A polícia teve de isolar uma área perto do local.
Todo o efetivo da PM em Coari -20 homens- foi deslocado para o velório e o enterro. No ginásio Geraldo Grangeiro, 21 corpos foram velados. A prefeitura dividiu o local em núcleos familiares, onde amigos e curiosos tiveram acesso aos caixões por meio de corredores improvisados. A fila (de pessoas a pé) para chegar ao ginásio, segundo a PM, chegou a 6 km.
No mesmo ginásio foi montado um ambulatório com seis leitos. Uma equipe com três médicos, dois psicólogos, quatro assistentes sociais e enfermeiros fazia plantão no local. Ao menos duas pessoas passaram mal e foram atendidas.
''Jamais aconteceu uma tragédia como essa na história do município. Estamos em comoção. Todo mundo conhecia as vítimas'', disse o secretário da Casa Civil, Daniel Maciel.

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