Ana Maria e Lígia estão com a casa sempre cheia. De animais
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de maio de 1997
Da Redação 
As voluntárias do SOS Vida Animal acumulam histórias de paciência e dedicação. Todos os dias, Ana Maria Mendonça, 50 anos, presidente da entidade, e as outras oito voluntárias recebem dezenas de telefonemas pedindo que a entidade acolha um animal doente ou abandonado. Na casa de Ana Maria, no jardim Pérola (zona leste), 27 cães disputam um espaço no quintal. À família pertencem 10 cães; os outros aguardam novos donos.
O problema é que as pessoas chegam aqui querendo cachorro de raça. Os nossos não são de raça, mas são todos bem tratados, explica Ana Maria. Na casa de outra voluntária, Lígia de Oliveira Rutkowski, 51 anos, na vila Casoni (área central), havia 19 cachorros e 8 gatos ontem, no período da manhã. À tarde, chegariam outros 14 gatos, entre filhotes e adultos. E muitas das fêmeas estão prenhas.
De Lígia, mesmo, são apenas um ou dois cachorros e alguns passarinhos. Os demais estão com ela provisoriamente, aguardando uma nova casa. Sou a pessoa que mais doa animais nesta cidade, gaba-se. Ela conta que, de novembro do ano passado para cá, já passaram pelo seu quintal 380 gatos e cachorros. A sorte é que a casa da voluntária ocupa dois terrenos e a maioria dos animais fica abrigada embaixo da construção de um sobrado. Os outros, principalmente os gatos, ficam em pequenos espaços fechados com tela.
Lígia diz que procura tratar os animais com o máximo de higiene e o mínimo de barulho. A sorte, segundo ela, é que os vizinhos entendem a importância do trabalho e não reclamam quando a cachorrada faz barulho por algum motivo.
Ana Maria e Lígia esperam que em breve todos os animais recolhidos pelo SOS Vida Animal estejam sendo encaminhados para um albergue próprio. O antigo terreno cedido pela Prefeitura para construção da sede da entidade está sendo repassado para a Herbitécnica. Em troca, a empresa vai doar ainda este ano ao SOS uma chácara, de 3 mil metros quadrados, com construção de 92 metros quadrados, localizada entre o Alto da Boa Vista e o Estádio do Café (zona norte de Londrina).
Ana Maria comemora e faz planos: O barracão construído pela Herbitécnica nós vamos dividir em salas para atendimento clínico e cirurgia. Depois, vamos arrecadar material de construção para fazer o abrigo para cães, gatos, aves e cavalos machucados.
(Adriana De Cunto)


