Ibaiti - A Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) bloqueou ontem, às 9 horas, com cerca de 200 toneladas de terra, a rodovia BR-153 nos dois sentidos, entre Santo Antônio da Platina e Ibaiti. O protesto coordenado pelo prefeito de Japira, Wilson Ronaldo Rony de Oliveira Santos, (PSDB) teve início por volta das 7 horas, quando 20 caminhões descarregaram a terra. O tráfego, estimado em 2 mil veículos na área, foi desviado pela Polícia Rodoviária Estadual e até o final da tarde de ontem o trecho ainda não havia sido liberado. Segundo os manifestantes, a terra só será retirada mediante ordem judicial.
O protesto reivindica a retomada das obras de manutenção da rodovia até a liberação da autorização de licitação do projeto de restauração do trecho pelo Ministério dos Transportes. Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT). O trecho com 60 quilômetros apresenta falhas em toda a extensão e em várias áreas o asfalto cedeu. A barreira foi construída em uma área em que a rodovia percorre o município de Japira na região do Pico Agudo a 10 quilômetros da cidade de Ibaiti e a 12 quilômetros de Japira. O local está a 90 quilômetros de Jacarezinho.
Santos ameaçou, há cerca de 10 dias, interditar a BR-153 caso DNIT não desse início a obras de manutenção da área. Na época a rodovia foi bloqueada durante cinco horas. O prefeito de Japira confirmou que a terra só será retirada caso o DNIT obtenha uma liminar judicial. Ele explicou que o DNIT não realiza obras de manutenção há cerca de seis meses e que o atraso no projeto de restauração tem, pelo menos, um ano. ‘‘Não vamos retirar a terra enquanto não houver melhorias’’, disse.
O prefeito de Santo Antônio da Platina e presidente da Amunorpi, Flávio Mayorki, disse que o manifesto tem o apoio dos 27 municípios que compõem a entidade. Ele disse que a precariedade da rodovia comprometeu o desenvolvimento da região. O prefeito também ressalta o perigo de vida acarretado pelos buracos na pista. Ele acredita que o número de acidentes deve aumentar caso não sejam tomadas providências. ‘‘A rodovia é uma questão de honra para os prefeitos da região’’, disse.

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