As emissoras de rádios AM de Londrina vão ter que aguardar o desligamento dos canais da televisão analógica para migração à FM, o que deve ocorrer até 2018, conforme a Aerp. O diretor da emissora Paiquerê AM, radialista JB Faria, lembrou que existia a expectativa de que as nove emissoras da cidade, que comunicaram o interesse na migração, teriam espaço no espectro local. No entanto, Londrina foi enquadrada na mesma situação das capitais e das grandes cidades do País, onde a concentração de emissoras na região exige a ocupação da banda estendida, que pertence hoje às tevês analógicas.
"O principal benefício é que na FM não ocorre interferências, mas como a migração não é possível neste momento, vamos esperar para analisar a situação. Em cinco anos, o cenário pode mudar, principalmente por causa dos avanços na tecnologia para transmissões nos veículos com internet e smartphones", avaliou o diretor, que questionou a falta de informações sobre os processos e valores para pagamento da diferença entre as concessões da AM e FM.
O presidente do Conselho Diretor da Rádio Alvorada, padre Romão Antônio Martins, afirmou que a maioria das emissoras não tem uma situação financeira confortável, principalmente durante a crise econômica que influencia no corte de publicidade. "Valores altos cobrados de uma única vez desestimulam a migração para a FM. Em outubro, completa dois anos que as discussões foram iniciadas e ainda não existem informações sobre os valores que serão cobrados pelo governo", criticou. Ele também disse acreditar que a internet e as novas tecnologias podem ser opções para as transmissões da emissora. "Será que vai compensar a migração com a ascensão da internet e outras tecnologias? O setor precisa refletir sobre isso", ressaltou. (R. F.)

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