Amputações pequenas que acabaram na retirada total
O aposentado Paulo Roberto Cotarelli, 57 anos, chegou a ficar 52 dias consecutivos internado no HU de Londrina e mesmo assim não conseguiu evitar a amputação. Diabético desde os 27 anos de idade, a doença passou a trazer problemas quando Cotarelli deixou de cuidar de seus hábitos por motivo de desemprego e depressão. ''Em 1995 eu sofri um acidente, fiquei sem trabalhar e cheguei a ter depressão. Tudo isso foi somando e dificultava minha rotina, alimentação e até mesmo cuidar das taxas de insulina. Em junho do ano passado, na época do frio, um leve machucado no pé me levou a procurar ajuda médica e desde então o problema só piorou'', diz.
Depois de passar por uma amputação no dedão do pé esquerdo, meses depois precisou amputar mais um dedo. Quando os ferimentos estavam cicatrizando uma nova bolha surgiu no pé desencadeando uma internação de 52 dias para tratamento com antibióticos para conter a infecção. ''Eu não aguentava mais ficar no hospital. Quando voltei pra casa, pouco tempo depois outro problema apareceu e a infecção já estava no osso, foi quando o médico optou por amputar parte do pé para que o problema não complicasse ainda mais'', lembra.
Cotarelli confessa que nunca tomou cuidados especiais com os pés, mas sempre soube dos riscos da sua doença. ''Não perdi a sensibilidade total nos pés, mas percebo que não sinto muito quando os médicos fazem exames. Infelizmente foi necessário a amputação, mas se os médicos avaliaram que foi melhor assim para que eu pudesse manter minha saúde, eu aceitei. Daqui um tempo pretendo colocar uma prótese pra conseguir andar sozinho'', finaliza. (F.B.)





