Ampliada imunização contra a hepatite B
Luciana Pombo
De Curitiba
A partir de segunda-feira, todos os postos de saúde de Curitiba estarão disponibilizando a vacina contra a hepatite B para todas as crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacina está sendo incorporada na rotina através de determinação do Ministério da Saúde. Segundo o secretário da Saúde de Curitiba, Luciano Ducci, a vacina era aplicada antes apenas em crianças menores de 5 anos. Quem queria se prevenir contra a doença, tinha que procurar uma clínica especializada e pagar entre R$ 35,00 e R$ 40,00. Agora a vacina será de graça, argumentou.
Até então, oito vacinas faziam parte da rotina dos postos de saúde do município: BCG (contra a tuberculose), Sabin, Anti-sarampo, Haemóphilus (contra a meningite), tríplice viral (contra caxumba, rubéola e sarampo), tríplice (coqueluche, difteria e tétano), anti-hepatite B para menores de 5 anos e dupla após os 7 anos (difteria e tétano). Acho que incorporar a vacina contra a hepatite B para adolescentes é um grande avanço para a Saúde. No ano passado, faltou esta vacina até para crianças, lembrou.
A vacina deverá ser tomada em três doses para garantir a imunidade contra a doença. A diretora de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Eliane Maluf, disse que o número de casos da doença em Curitiba se mantém estável nos últimos três anos. Em 1997, foram registrados 130 casos de hepatite B, contra 88 casos no ano passado. De janeiro até agora, foram confirmados na cidade 43 casos da doença. Acho que a ampliação da faixa de vacinação para os adolescentes irá representar uma acentuada queda nestes índices, afirmou ela.
A hepatite B é transmitida através do contato com o sangue ou pelo sexo. Vamos pegar agora a faixa crítica, o período onde o jovem desperta para o sexo e começa a experimentar drogas, constatou Eliane. Em Curitiba, a meta é vacinar cerca de 349 mil pessoas contra a hepatite B.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, a vacina contra a hepatite B deverá se tornar rotina também em todos os demais municípios paranaenses, inclusive no sudoeste do Estado (Pato Branco e Francisco Beltrão) onde o número de casos da doença é maior. (L.P.)





