Para tentar contornar a demora em ações que requerem testemunhas e/ou perícias, as duas juízas da Vara Federal Previdenciária decidiram ampliar o total de audiências realizadas na semana. Elas passaram a fazer três audiências semanais, ao invés das apenas duas, feitas anteriormente. Tudo por causa do aumento da demanda de ações, já que somente o número de despachos feitos pela Vara Previdenciária chega a 900 por mês.
A juíza federal Cláudia Cristina Cristofani explica que para essas ações o prazo para se fazer as audiências está hoje em 90 dias. Entretanto, há uma tendência de queda nesse tempo, justamente pelo aumento no número de audiências. ''A Vara Federal Previdenciária tem correspondido ao apelo público de celeridade social'', afirma a juíza.
A Vara Previdenciária também vem tentando proporcionar acesso ao maior número possível de pessoas às reivindicações judiciais. Isso porque a Justiça Federal está nomeando e pagando peritos e advogados dativos (nomeados por um juízes, e não por lei) para cidadãos que não possuem condições de arcar com despesas de honorários.
Isso se justifica porque as perícias são muito requisitadas nas ações da Vara Previdenciária Federal, principalmente em casos de invalidez do segurado ou de comprovação de insalubridade no ambiente de trabalho. Constitucionalmente, afirma a juíza Cláudia, a disponibilização de advogados dativos seria atribuição da Defensoria Pública da União, e não do Poder Judiciário. ''Estamos sempre buscando facilitar o acesso de todos ao Poder Judiciário com qualidade e rapidez de nossos serviços'', aponta.

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