Amplia adesão à greve do INSS em Curitiba
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sexta-feira, 03 de junho de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
O pronunciamento do ministro da Previdência, Romero Jucá, na noite de quinta-feira, não sensibilizou os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Paraná, que aderiram à mobilização nacional. Ontem, a paralisação foi mantida e, segundo o sindicato da categoria, em nove das 11 agências de Curitiba e região metropolitana parte dos funcionários cruzaram os braços.
Hoje, o comando de greve realiza reunião para discutir os rumos do movimento. A tendência é de que agências de outras cidades, entre elas Londrina, também suspendam o atendimento a partir de segunda-feira. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindiprevs), Hélio de Jesus, os trabalhadores só retornarão ao trabalho depois que a proposta de reajuste salarial for oficializada e o ministro esclarecer de onde sairão os recursos para honrar com os 22% oferecidos.
O INSS informou, por meio da assessoria de imprensa, que as cinco agências de Curitiba estavam, até ontem, com atendimento parcial. A unidade de Araucária fechou as portas ontem. Os pedidos de auxílio-doença, auxílio-acidente, as e as perícias médicas e outros serviços já agendados continuaram sendo atendidos normalmente.
Outra categoria que começou a trabalhar, ontem, em estado de greve, é a de funcionários dos estabelecimentos particulares e filantrópicos de saúde da Grande Curitiba e do Litoral.
A presidente do sindicato que representa a classe, Isabel Cristina Gonçalves, disse que os trabalhadores não concordaram com o reajuste de 5% proposto pelo sindicato patronal e que, se até o próximo dia 14 não houver nova negociação, nova assembléia poderá deflagrar a uma paralisação. Os funcionários pedem reajuste de 24%, correspondente às perdas acumuladas desde 1998.


