Buenos Aires, 29 (AE-REUTERS) - "Espero que a amizade do general Lino Oviedo e do presidente Carlos Menem não impeça a extradição". A declaração foi feita hoje pelo deputado Angel Ramón Barchini, do governante Partido Colorado.
Barchini acompanha o procurador-geral do Paraguai, Jorge Vasconcellos, na Argentina. Ambos chegaram hoje à Buenos Aires para pedir a extradição de Oviedo pela morte do vice-presidente Luis María Argaña. O pedido de extradição foi feito na embaixada da Argentina em Assunção, informou o advogado do general, Pedro Bianchi.
Para o deputado Barchini é preciso respeitar a amizade entre o mandatário argentino e o general golpista. No entanto, "isso não pode servir para apoiar um delinquente", disse o deputado.
Carlos Menem, que está em visita oficial à Itália, declarou que seu país cumprirá com as obrigações internacionais em relação a Oviedo. Mas acrescentou: "Não se pode atuar sob impulso". O vice de Menem, Carlos Ruckauf, informou que fará uma reunião esta tarde para decidir o destino de Oviedo.
Rápido no gatilho, o governador da província de Buenos Aires, Eduardo Duhalde, principal pré-candidato peronistas para as presidenciais de outubro, colocou mais lenha na fogueira: "Não devia existir lugar na América Latina para golpistas".

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