Amin pede ajuda do governo federal para manter Besc
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quarta-feira, 16 de junho de 1999
Por Isabel Braga 
Brasília, 17 (AE) - O governador de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB), entregou hoje ao presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, um plano de saneamento, reestruturação e capitalização do banco do Estado (Besc). O plano foi entregue durante reunião de duas horas realizada hoje no Palácio da Alvorada.
Acompanhado o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC) - que adota o discurso pró-privatização para as diferentes empresas estatais, mas que neste caso está a favor da não privatização do Besc - Amin defendeu um aporte de mais R$ 230 milhões para o saneamento do banco.
No ano passado, por intermédio do programa de socorro aos bancos estatais, o governo federal deu ao Besc R$ 156 milhões. O BC concorda em dar mais recursos, mas sob a condição de que o banco seja federalizado e depois privatizado.
O assunto será analisado pelo BC até o próximo dia 6. O porta-voz da Presidência, Georges Lamazire, afirmou que cabe ao Banco Central decidir sobre o problema. "O presidente quis propiciar o encontro para que os dois lados ouvissem os argumentos, mas a decisão será técnica e caberá à equipe econômica e será uma decisão técnica", argumentou. Amin reconheceu que a equipe econômica defende a privatização dos bancos estaduais, mas aposta que o plano para a reestruturação do Besc pode ser executado sem ferir a austeridade do governo federal.
"Nós apresentamos um plano consistente para permitir que o Banco do Estado de Santa Catarina seja efetivamente um banco público", disse o governador. "Um banco reestruturado, que cumpra o que o governo anterior assinou e não fez, que reduza seus custos, que tenha uma gestão profissionalizada, contando inclusive com um sócio estratégico para a sua gestão e eu tenho grande esperança de que será aceito pelo Banco Central", completou Amin.
Segundo o governador, existem três grupos de investidores interessados em comprar parte das ações do Besc. "Esse sócio irá nos ajudar na gestão do banco, de maneira profissional", disse Amin, explicando que será feita licitação para a escolha do grupo. "Com recursos do orçamento do Estado, será subsidiado o funcionamento das agências deficitárias, que seriam as únicas entidades governamentais a prestar serviço nessas cidades, onde elas são agências pioneiras." De acordo com Amin, o governo pode abrir mão para o sócio estratégico de 16% dos 67% que o Estado possui.


