Florianópolis, 09 (AE) - O governador de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB), garantiu hoje que usará todos os recursos possíveis para conseguir a aprovação, no Senado, do termo aditivo que permitirá a federalização da dívida do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Ipesc). "Só não vou irromper porta adentro do Senado", disse o governador, "mas me coloco à disposição da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e de todos os senadores para que eles tenham as informações corretas sobre a operação, e eu possa defender os interesses do nosso Estado."
Esperidião Amin anunciou ainda que pretende conversar até mesmo com o presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), opositor declarado da federalização. Barbalho não só tentou barrar a operação, que vai permitir a federalização de R$ 514 milhões da dívida que Santa Catarina tem com o Ipesc, como propôs ampliar a sistemática da negociação para outros Estados.
"Temos um aditivo legal, financeiramente perfeito, sem treta e nem mutreta; nós queremos que ele seja votado; no mais, é uma questão política", concluiu.
Amin elogiou, mais uma vez, o "gesto de grandeza" do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), que decidiu revogar a lei que exigia das microempresas comprar 80% das mercadorias no Estado de São Paulo. "Sua atitude tem um efeito pacificador e reabilita o debate no País, que estava um pouco prejudicado", declarou.
Para o governador catarinense, o gesto de Covas também é um indicador para que o País volte a discutir temas importantes da agenda política e econômica, como o pacto federativo e a reforma tributária. "A política nada mais é do que a troca de impressões e a discussão dos pontos de vista", lembra o governador. Segundo ele, "o efeito da decisão política de Covas foi muito mais saudável do que o efeito da lei revogada".

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