Amin cobra pressa da Assembléia sobre Besc
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por Denise Lacerda 
Florianópolis, 19 (AE) - O governador de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB), admitiu hoje a possibilidade de ocorrer intervenção do Banco Central no Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) caso a Assembléia Legislativa demore para votar a emenda supressiva que permite a federalização da instituição. "O BC pode intervir a qualquer momento. É importante que os deputados tomem uma decisão o mais rápido possível", alertou.
Segundo dados do próprio BC, o Besc apresenta um rombo de R$ 819 milhões. Para o governador, o risco de intervenção aumentou depois que 17 deputados da oposição (PT, PDT, PPS e PMDB) encaminharam na quarta-feira (18) uma carta ao presidente do Banco Central, Armínio Fraga, informando que "votam pela rejeição" da emenda constitucional que retira do estado o controle acionário do Besc. Só que um dia antes, a Comissão de Constituição e Justiça e o plenário da casa haviam votado pela admissibilidade da emenda. "Está claro que foi uma ação política. Se já há uma decisão da Assembléia, ela deve ser tomada em plenário", disse.
Atendendo a apelo do governador, o presidente da Assembléia Legislativa, Gilmar Knaesel (PPB), marcou para amanhã (20), às 17h, uma reunião entre os líderes das bancadas para tentar acelerar o processo de votação da emenda. Pelo prazo estipulado pelo BC os deputados teriam até 31 de agosto para se manifestar contra ou a favor da federalização.
O presidente do Besc, Victor Fontana, não quis comentar sobre o atual patrimônio líquido da instituição e nem confirmar a presença de dois auditores do Banco central em Santa Catarina. "Só existe uma inspeção normal", declarou.


