Amigos se encontram para lembrar anos dourados
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domingo, 06 de março de 2005
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Mais de 300 pessoas se reuniram na tarde de sábado na Estância Patrial, na Zona Rural de Londrina, para a festa de confraternização Anos Dourados 60/70. O evento foi um encontro de amigos que viveram a juventude nas décadas mencionadas em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), participando de bailes e saraus. Para relembrar os bons tempos, foi servido um almoço com música ao vivo e montada uma exposição de fotos da época.
O grupo já havia realizado anteriormente dois encontros, em 1986 e no ano passado. Nossa intenção é agora fazer a festa todo ano, comentou a aposentada Dolores Figueira Rossi. Alguns integrantes do grupo de amigos, como Dolores, Celson Patrial (proprietário da estância), Toninho Pires Kabeção, Jussara Lustosa, Teresinha Bruschi e Milton Visoni, deram os primeiros passos para a realização do evento. Daí em diante, o boca-a-boca tratou de levar a idéia da festa adiante.
Muitas pessoas vieram de fora para participar da confraternização: de São Paulo, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina, várias cidades do Paraná. A cada reencontro, uma surpresa. Tem gente aqui que faz mais de 30 anos que eu não via, comemorou Alfredo Dias Júnior, o Alfredinho, proprietário de uma confecção de doces em Curitiba. Ele não havia participado dos outros dois encontros. Eu tinha um grupo de amigos mais chegados, e o único deles com quem ainda mantinha contato é o Kabeção. Reencontrar esse pessoal foi uma emoção muito grande. Se eu morresse hoje, morreria feliz.
O sitiante Mauro Esteves, o Fubá, veio de Alfenas (MG). Ele era integrante do conjunto Origem, que na década de 70 animava as festas da turma. Viemos nos apresentar no encontro. É a primeira vez desde aquela época que tocamos juntos, contou Fubá, que garantiu que o Origem foi a primeira banda de Ibiporã. Tocávamos Beatles, Bee Gees, Renato e seus Blue Caps, Roberto Carlos. Nos apresentamos muito no interior de São Paulo: Bauru, Assis, Marília. Levamos o nome de Ibiporã para muitos lugares. Desde então, Fubá não se dedicou mais à música. Foi uma época ótima. Eu adoro este pessoal, concluiu.


