Amigos e parentes estão em São Paulo à procura de cadáver
Amigos e parentes
estão em São Paulo à
procura de cadáver
Um grupo de 20 pessoas entre amigos e parentes da professora Beatriz Silva faz vigília em Miracatu e Registro. Os voluntários foram convocados pelo empresário Sérgio Amed e Silva para ajudar nas buscas. Espero que a polícia use todos os métodos para descobrir onde a Beatriz está, porque tenho 20 pessoas lá sem restrições de autorização, afirma. O empresário explicou que não quer fazer justiça com as próprias mãos, mas se for preciso, o grupo está empenhado em investigar todas as pistas que a polícia ignorar.
O IML de Registro, a funerária São Camilo e a transportadora Costa Sul, de Paranaguá, proprietária da carreta que transportava o contêiner, serão processados pela família de Beatriz. De acordo com Silva, a transportadora será acionada por ter envolvimento direto no acidente. O IML e a funerária serão responsabilizados pelo sumiço da professora. Meu advogado vai acionar um por um. Todos terão que responder as penalidades previstas em lei, anunciou.
Num desabafo, Silva confessou que ficará satisfeito se o desaparecimento de Beatriz servir para dar um duro golpe em esquemas mantidos por IMLs e funerárias. Graças a Deus, essa máfia caiu na mão de uma família que tem recursos para ir atrás das informações. Já pensou se fosse uma família humilde, que aceita o que dizem, sem contestação?, indaga Silva. O que mais o deixa revoltado é a falta de respeito que os supostos envolvidos tiveram com o corpo de Beatriz, ao encará-la apenas como mais uma fonte de rendimentos. Isto é uma desumanidade. (D.V.)





