Rio, 06 (AE) - Familiares e amigos do estudante Pedro Gawryszewski, de 19 anos, desaparecido em Niterói, no Grande Rio
há cinco meses, fizeram hoje uma manifestação no centro do Rio, para chamar a atenção de autoridades e da população para o caso. Desde fevereiro, o pai de Pedro, o professor universitário Luiz Gawryszewski, vem distribuindo fotografias do estudante em estabelecimentos no Estado do Rio, além de mensagens eletrônicas via Internet. Pedro estava sob medicação contra depressão na época em que desapareceu.
Cerca de cem pessoas participaram do ato, realizado em frente à Assembléia Legislativa, que contou com a presença de representantes de entidades contra a violência e amigos do estudante. Segundo Luiz Gawryszewski, o estudante foi para o Bar Clube 107, em Icaraí, bairro nobre de Niterói, no dia 7 de fevereiro, onde se encontraria com amigos. "Ele saiu só com a roupa do corpo e sem muito dinheiro", contou o pai. O estudante teria saído do bar às 3 horas dizendo que iria para casa. Desde então, não foi mas visto. "Nós temos várias hipóteses para o sumiço dele, mas achamos que o mais provável é que ele tenha sido vítima de algum ato de violência", disse.
Gawryszewski contou ainda que o estudante, que cursava o primeiro período do curso de Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), havia sofrido um abalo emocional muito forte na época em que sumiu, o que o teria levado a precisar de remédios. "Pode ser que ele tenha tido um problema e se perdido pelas ruas, sem condições de voltar para casa, e é por isso que pedimos às pessoas que divulguem cada vez mais a foto dele". A solidariedade, segundo o pai, tem sido grande. "Já tive notícias de fotos espalhadas por vários Estados; é esse apoio que nos conforta e nos anima a continuar lutando para obter qualquer notícia sobre ele".
O caso está na Delegacia de Homicídios, no setor que investiga pessoas desaparecidas. Para Gawryszewski, o método utilizado pela polícia não é eficaz. "Quando alguém vai a uma delegacia dar queixa do desaparecimento de uma pessoa, os policiais esperam um mês para que a confirmação do sumiço; depois o caso é levado para uma delegacia especializada, mas acaba sendo arquivado e nada se resolve", explicou. O professor resolveu então agir por conta própria. Qualquer notícia pode ser encaminhada para o endereço eletrônico [email protected].

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