Edson Guitti/Arquivo FolhaReconhecimentoNa despedida, amigos lembraram o respeito que o trabalho do educador Paulo Freire conquistou no exteriorSÃO PAULO - Uma missa de corpo presente em homenagem ao educador brasileiro Paulo Freire, morto anteontem, aos 75, de parada cardíaca, foi celebrada ontem, às 10 horas, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica (Tuca), em Perdizes (zona oeste de São Paulo), onde o corpo foi velado.
O corpo deixou o Tuca sob aplausos às 11h45 em um carro do Corpo de Bombeiros, rumo ao cemitério da Paz, no Morumbi (zona sul de São Paulo), local do sepultamento. O caixão foi coberto por duas bandeiras, do Brasil e do Partido dos Trabalhadores (PT).
Estiveram no velório a primeira-dama, Ruth Cardoso, representando o presidente Fernando Henrique Cardoso, e o ministro da Cultura, Francisco Weffort, genro e amigo de Freire.
Vários integrantes do PT também estiveram no local, entre eles o presidente de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, e o senador Eduardo Suplicy.
Discursaram ao final da cerimônia Ruth Cardoso, Weffort, Luiza Erundina e Lula. ‘‘Ele foi um homem reconhecido por todo o povo brasileiro, mas nem sempre pelas autoridades. Como Chico Mendes, era muito mais respeitado na Europa, ou nos EUA, que no Brasil’’, disse Lula.
O padre Júlio Lancelotti, que desenvolve na pastoral um trabalho inspirado nos princípios do educador, entregou à viúva de Paulo Freire, Ana Maria, um pedaço de tecido confeccionado por crianças carentes de São Paulo.
Estiveram presentes à cerimônia ainda os dois filhos de Paulo Freire que moram na Suíça, Cristina e Joaquim, que chegaram ao Brasil na madrugada de ontem.
O educador morreu no hospital Albert Einstein, anteontem, onde estava internado desde quinta-feira pela manhã. Ele recebeu uma desobstrução de artérias mas sofreu um infarto.

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