Amigo nega ter dado golpe
São Paulo, 08 (AE) - Antônio Elisvânio Severino da Silva
o Lilico, funcionário de um mercadinho, é amigo de Sebastião José Rodrigues há mais de 5 anos. Os dois se conheceram na Vila Cisper, zona leste de São Paulo, quando trabalharam em uma obra. Lilico declarou que concordou em participar do plano, foi para o local escolhido pelo casal, mas no momento em que se preparou para dar o golpe desistiu.
Contou ter passado a machadinha para Cláudia dos Santos, mulher de Rodrigues, e ficou ao lado. "Foi ela quem arrancou a mão do marido, não eu." Desde a noite de segunda-feira, quando o gerente ficou sem o antebraço, Lilico disse que não consegue dormir. "Vejo aquela cena a todo momento, me dá um negócio por dentro, tenho vontade de gritar, rolar e chorar."
O delegado Marcos Ricardo Parra, do Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais (Depatri), responsável pelo inquérito, não tem duvida. "Foi ele quem cortou o antebraço de Rodrigues e não a mulher."O policial adiantou que Lilico não é firme em suas declarações e Cláudia não teria forças para dar um golpe idêntico ao que decepou o antebraço. "Ela está grávida de quase seis meses, é franzina e sempre foi contra o plano do marido."
Para Parra, se ele não tivesse participação não teria recebido os R$ 300,00 e ficado com o carro de Rodrigues. "Ele já saiu da praça dirigindo o Uno, jogou o saco no Tamanduateí e foi para casa." O carro foi apreendido pela polícia na noite de ontem, quando da prisão de Lilico.
Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) examinaram a pedra usada para o golpe com a machadinha e encontraram uma fissura profunda. "Havia mancha de sangue e o perito afirmou que o golpe foi aplicado por uma pessoa forte e não por uma mulher." Lilico e Cláudia foram liberados. Rodrigues também ficará livre.





