O grupo farmacêutico americano Merck começou a testar em humanos uma vacina experimental à base de ácido desoxirribonucléico (DNA) contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV), responsável pela Aids, informou ontem o laboratório.
Merck não anunciou oficialmente o início dos testes clínicos, que começaram em fevereiro passado, para não incentivar falsas esperanças do público, uma vez que ‘‘(os testes) estão apenas no começo’’, explicou um porta-voz do grupo, Gregory Reaves.
A fase de testes ‘‘de imunogeneticidade’’ poderá prolongar-se por três anos e visa assegurar que a vacina não ocasione problemas de saúde no homem. Será apenas no início da segunda fase que sua eficiência clínica poderá ser avaliada, precisou.
Diferentes equipes de pesquisadores da Merck trabalham há muitos anos na criação de uma vacina contra o HIV, o que permitirá aos enfermos não precisar recorrer a tratamentos com base na chamada triterapia.
A idéia consiste em reforçar o sistema imunológico do paciente para impedir que o vírus possa duplicar-se, ao injetar uma vacina contendo partes do material genético (DNA) do próprio vírus.
Os testes de laboratório, primeiro em provetas e depois em macacos, provaram que a vacina não previne a infecção inicial, mas consegue bloquear a replicação do vírus nos macacos afetados, impedindo que a Aids se declare.

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