Americana avalia impacto ecológico e social de acidente
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2000
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 27 (AE) - A consultora americana Jackeline Michel, contratada pelo governo do RJ e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para avaliar o impacto do vazamento do duto da Petrobras na Baía de Guanabara, vai repetir no Brasil o trabalho que fez em acidentes semelhantes no Golfo Pérsico, na Baía de Porto Rico e nos Estados Unidos. "Sua função é analisar as ações emergenciais, a recuperação dos danos e o impacto social e econômico do vazamento", disse o secretário Estadual de Meio Ambiente, André Correia.
Jackeline reuniu-se ontem com Correia e dois representantes do BID, Carlos Melo e Antônio Paz. O banco é um dos financiadores do Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) e, dependendo do relatório de Jackeline, poderá reavaliar o programa para o ano 2000. Após o encontro, ela e os representantes do BID sobrevoaram a área afetada, mas não falaram sobre essa primeira impressão nem deram prazo para a conclusão do trabalho."Tudo vai depender do que eu encontrar lá
num exame minucioso", explicou a técnica.
Supervisão - Segundo André Correia, a Petrobras cuida da limpeza da área afetada, que também terá supervisão de Jackeline. "Ela vai calcular ainda o valor monetário do impacto do acidente, dos gastos com a recuperação da área às perdas com a paralisação das atividades econômicas da região, como a pesca e o turismo", salientou o secretário. "A Petrobras responderá por esses três itens, mas atua em conjunto com o governo estadual, os municípios afetados e as três universidades, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Fluminense (UFF)."
Jackeline trabalha para Research Planning, que presta serviço de consultoria para o governo americano em casos como o da Petrobrás. Ela explicou que as técnicas de limpeza e preservação são simples, mas não quis adiantar quais serão usadas antes de visitar a área. "Podemos até usar alguma tecnologia nova, adequada à situação."


