Santiago, 16 (AE-DOW JONES) - A América Latina registrou um crescimento zero neste ano, provocando o aumento do desemprego para 8,7%, de acordo com levantamento divulgado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), em Santiago do Chile. A região registrou uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,1% em 1998 e de 5,4% em 97. Para o próximo ano, a Cepal prevê que a América Latina deverá crescer 2,6%, tomando como base a expectativa de forte expansão da economia global, principalmente dos EUA, e a recuperação do Japão e das outras nações asiáticas.
Segundo a Cepal, a queda do PIB está relacionada aos efeitos provocados pelas crises asiática, russa e brasileira, que afetaram os países latino-americanos em diferentes períodos e com intensidades distintas. A situação vivida pela AL provocou um aumento de 0,7 ponto porcentual do desemprego, para uma taxa de 8,7%, segundo o informe da Cepal, apresentado pelo secretário executivo da instituição, o colombiano José Antonio Ocampo.
Em contrapartida, a inflação ficou sob controle, em torno de 10%, apesar da desvalorização de diversas moedas. A dívida externa bruta desembolsada pelos países da América Latina e Caribe registrou uma expansão para cerca de US$ 750 bilhões, com uma variação nominal de apenas 0,5%, a mais baixa da década de 90. O déficit comercial diminuiu por conta da queda das importações, provocada pela desaceleração do consumo e pelo aumento do preço das mercadorias importadas. Apesar da desvalorização das moedas, as exportações caíram em muitos países, com exceção do México, a uma taxa global estimada de 3%. A Cepal destaca que o déficit em conta corrente da região caiu de US$ 87 bilhões em 98 para US$ 56 bilhões em 1999.

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