Coordenadores de entidades, empresas e orga nizações não-go vernamentais (ONGs) que atuam no com bate à Aids de diversos países da América Latina e do Caribe estão reunidos desde ontem, em São Paulo, para redigir um documento comum de propostas que será levado à reunião do Fundo Global de Combate à Aids, em Bruxelas, nos próximos dias 22, 23 e 24.

Criado pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, durante assembléia da organização para HIV e Aids em junho deste ano, o Fundo Global tem como objetivo arrecadar de US$ 7 bilhões a US$ 10 bilhões por ano para o combate à doença nos países menos desenvolvidos. Até agora, US$ 1,5 bilhão já foram doados por governos, empresas e fundações.

O Brasil defende que a utilização dos recursos do Fundo seja definida por um consórcio de países ricos, pobres, ONGs e pessoas com Aids, além de agências internacionais como Unaids (programa da ONU para Aids) e OMS (Organização Mundial da Saúde).

O Brasil é o único país da América Latina a participar do grupo de trabalho transitório do Fundo, junto com Trinidad e Tobago. O Brasil irá participar do Fundo como doador não de recursos financeiros, mas de tecnologia e mão-de-obra técnica.

A reunião de consulta regional da América Latina e do Caribe acontece no Hotel Della Volpe, em São Paulo, e termina hoje.

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