Bruxelas, 09 (AE-ANSA) - A América Latina é a região do mundo onde mais jornalistas são assassinados, denunciou hoje (09) o Instituto Internacional de Imprensa (sigla em inglês, IPI) em seu informe anual, classificado por seu diretor, Johann Fritz, como o "livro dos horrores".
Segundo o informe, em 1998 pelo menos 50 jornalistas foram assassinados em todo o mundo e outros 100 estavam presos por causa de seu trabalho.
A metade dessas mortes, detalhou o relatório, ocorreu na América Latina. Desse total de 25 mortes, 10 ocorreram na Colômbia, cinco no México e quatro no Brasil.
Segundo o informe, os jornalistas da América Latina desfrutam de grande independência, com exceção de Cuba, mas os ataques contra os meios de comunicação e contra os profissionais da imprensa são cometidos "na mais escandalosa impunidade".
Os principais responsáveis são "oficiais corruptos", traficantes de drogas e membros do crime organizado que querem impedir a atividade dos jornalistas.
Por seu lado, a Turquia, segundo o relatório, é o país que tem o maior número de jornalistas presos - 25.
Na áfrica existem mais minas antipessoais e fuzis do que telefones, informou a IPI, com sede em Viena, que lamentou que a imprensa do continente seja "altamente politizada" por causa da falta de dinheiro.
Na ásia, a liberdade de expressão, acrescentou, continua sendo apenas um desejo na maioria dos países, nos quais impera a censura.
Em relação à Europa, o informe mencionou que em Belgrado o parlamento sérvio adotou uma lei draconiana que proíbe a transmissão de programas estrangeiros e autoridades declararam guerra ao meios que "tentam cobrir objetivamente" os fatos.
Na Rússia, segundo o informe, o obstáculo que habitualmente enfrentam os jornalistas é a ameaça de morte.

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