'Ameaçaram pôr fogo na minha casa'
Ameaçaram pôr fogo na minha casa
As famílias de ex-funcionários da Mitacoré que afirmam terem sido expulsas da fazenda pelo MST relatam situações de ameaças físicas e psicológicas para deixar a área. Sete famílias já deixaram a propriedade e outras dez permanecem no local.
O auxiliar administrativo Valmir Teixeira, 34 anos, disse que foi obrigado a deixar a fazenda, em 4 de agosto, depois que os sem-terra despejaram gasolina em volta de sua casa e ameaçaram atear fogo, depois de cortar o fornecimento de energia elétrica. Foi numa noite em que eu não estava em casa. Minha mulher e meus três filhos viveram momentos de pânico, afirmou Teixeira ontem.
Dias depois, os invasores teriam arrancado a porta da casa e retirado todos os móveis, jogando-os na estrada de acesso ao núcleo de moradias da fazenda. A família de Teixeira atualmente mora em casas de amigos, em São Miguel do Iguaçu. Ontem, eles integraram o grupo que acampou em frente à Cúria Diocesana de Foz do Iguaçu.
Oiti Fincler, integrante da coordenação regional do MST negou que os sem-terra estejam fazendo terrorismo com os antigos moradores da fazenda. Segundo ele, as sete famílias foram obrigadas a sair da área porque estariam incitando as demais a terem um comportamento hostil em relação aos sem-terra. (V.D.)





