Nova Europa, SP, 16 (AE) - Após várias denúncias e ameaçado de impeachment, em votação que iria ocorrer até o final do ano, o prefeito de Nova Europa, na região de Ribeirão Preto, Orlando Valdiviesso (PDT), assinou hoje a sua carta de renúncia. O vice, Osvaldo Aparecido Rodrigues (PPS), assume amanhã (17) à noite, em sessão extraordinária na Câmara. Ele herdará sete meses de atraso no pagamento do funcionalismo público, que, descontente, iniciou uma greve na quarta-feira (15).
Valdiviesso tinha várias acusações formuladas por João Dotti
presidente do PTB local, à Comissão Processante, entre elas o atraso no pagamento dos servidores, o atraso no repasse do duodécimo à Câmara (já normalizado), não repassar dinheiro para o fundo de previdência dos servidores e transferências irregulares de verbas entre secretarias.
Dos 11 vereadores, oito eram favoráveis à sua cassação, número suficiente para afastá-lo do poder. A idéia da renúncia, segundo Rodrigues, surgiu há uma semana. Valdiviesso também foi aconselhado por seus advogados a se afastar. Em sua carta de renúncia, Valdiviesso diz que sua atitude é "irretratável" e que razões particulares o levaram à decisão, como a morte de seu filho, no ano passado, e o estado clínico de sua mulher, que está acamada. Num dos trechos, ela cita: "Deixo para a história o julgamento que alguns pretendem fazer hoje de mim."
Com a saída de Valdiviesso, Rodrigues avisa que tem duas prioridades imediatas: pagar o funcionalismo e recuperar um dos dois poços artesianos que abastecem a cidade, que tem problemas há nove meses. Segundo o novo prefeito, a receita mensal do município chega a R$ 330 mil e as despesas com os servidores é de R$ 100 mil. A dívida só com o funcionalismo é de R$ 700 mil, mas no total é de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

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