Ameaça de morte na PEL 2
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terça-feira, 19 de março de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina Um agente penitenciário foi ameaçado de morte ontem por um detento dentro da segunda unidade da Penitenciária Estadual de Londrina. A vítima registrou boletim de ocorrência no 6º Distrito Policial e encaminhou denúncia ao Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Paraná (Sindarspen).
"Estamos encaminhando o caso ao Depen (Departamento de Execução Penal) para que providências sejam tomadas. O Depen tenta montar um setor de inteligência, que ainda não é efetivo", criticou o diretor do Sindarspen Londrina, Adilson Moura.
O caso revela o nível de insegurança dentro dos presídios estaduais e demonstra a força das organizações criminosas. Enquanto o Estado tenta criar um setor de inteligência para monitorar o crime organizado nas penitenciárias, presos mantêm diálogo constante com o mundo externo ao ponto de colocar em risco a vida de agentes fora dos muros e das cercas dos presídios.
Seis dos dez assassinatos de agentes penitenciários ocorridos no Estado entre os anos de 2007 e 2012 foram em Londrina.
"Ameaças são corriqueiras, você corrige ações ilícitas, como apreensão de maconha e celular, e as ameaças surgem. Se atitudes não forem tomadas a coisa vai ficar complicada. Nossa vida está em jogo", disse o agente Wilson Francisco Moreira, que trabalha há 19 anos no setor.
"O pessoal está preocupado, tanto a categoria como um todo, mas as famílias dos agentes também. Se nós que devemos proporcionar segurança não temos, como vamos garantir (ao preso) o que não temos", observou o diretor do Sindarspen Adilson Moura.
Em Londrina trabalham cerca de 380 agentes penitenciários. As três unidades prisionais da cidade unidades 1 e 2 da PEL e Casa de Custódia - têm deficit de 30% de profissionais, segundo aponta o Sindarspen.
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