Ameaça de greve nos Correios
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quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Patrícia Zimmermann<br> Folhapress 
Brasília - A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Fentect) tentou acertar com a direção da estatal um reajuste de 10% para os 110 mil funcionários dos Correios em todo o país. Segundo o representante do Comando Nacional de Negociação e Mobilização, Marcos Santaguida, a proposta de reajuste foi apresentada ontem ao ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Caso não houvesse avanços nas negociações, os trabalhadores iriam avaliar a possibilidade de entrar em greve a partir das 22 horas. A reivindicação inicial dos trabalhadores era de um reajuste médio de 16%, diferenciado por categoria, o que foi rejeitado pela empresa.
A direção da estatal ofereceu um aumento de 5%, mas o Comando de Negociação avaliou que o índice não contempla a reivindicação dos trabalhadores, principalmente para cerca de 60 mil empregados que teriam os salários mais baixos. Nesses casos, segundo o sindicalista, os 5% significariam um aumento de R$ 25 nos salários.
Santaguida afirmou, após a conversa com o ministro, que um reajuste de 10% poderia ser aceito pelos trabalhadores combinado com avanços também em relação a outras reivindicações, como isonomia na concessão de anuênios e no percentual de gratificação de férias, por exemplo, que estariam caminhando para um consenso com a direção dos Correios.
Em Londrina, os funcionários da agência central foram convocados para a assembléia, marcada para o início da noite na sede do Sindicato dos Telefônicos de Londrina (Sintel), com um caminhão de som estacionado no meio da tarde na frente da agência.
Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicações Postais, Telegráficos e Similares do Estado do Paraná (Sintcom), Paulo Prado, várias cláusulas sociais também estão na pauta de reivindicações, entre elas maior segurança nas agências.(Colaborou Silvana Leão)


