Ameaça de bomba interdita FGV de São Paulo
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quarta-feira, 17 de novembro de 1999
Por Paula Puliti 
São Paulo, 17 (AE) - Cerca de duas mil pessoas, a maioria estudantes, foram obrigadas a desocupar os cinco prédios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no centro de São Paulo, hoje pela manhã, por causa de ameaças de bomba. Segundo o diretor da instituição, Francisco Silva Mazzucca, a telefonista da fundação recebeu, por volta das 9h30, duas ligações seguidas denunciando a existência de duas bombas no local. De acordo com Mazzucca, a pessoa que telefonou tinha sotaque estrangeiro, aparentemente espanhol, e não informou em qual área do complexo da escola estariam as bombas. A direção deciciu, então, esvaziar todas as unidades da fundação.
Três equipes do Grupo de Ações Tâticas Especiais (Gate), que chegaram ao local cerca de 90 minutos depois de terem sido chamadas, revistaram todo o edifício e detonaram, no auditório da FGV, duas caixas suspeitas nas quais o detector acusou a existência de metal. Após explodir as duas caixas, o major Antônio Carlos, do 3º Batalhão de Choque da Polícia Militar, informou que uma delas era, na verdade, uma caixa de primeiros socorros. A outra, continha material de brinde para os participantes de um fórum que acontecia no auditório da fundação. O evento foi transferido para o prédio da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp).
Os cinco prédios da FGV foram liberados pelo Gate por volta das 13h30. Mazzucca informou que apesar da liberação, o prédio vai continuar fechado hoje, e, só amanhã (18), as atividades deverão voltar ao normal. O diretor disse não ter idéia de quem teria feito as ligações, ou seu motivo. Entre os estudantes, ouvia-se que o "trote" teria sido feito por algum estudante preocupado com as provas de fim de ano. Mazzucca recusou-se a dar opinião sobre o assunto e informou que, embora algumas disciplinas pudessem estar aplicando provas hoje, o dia não era de provas gerais.


