Curitiba - Uma ameaça de bomba causou o cancelamento do voo JJ 3010, da TAM, com destino a Congonhas, em São Paulo, na tarde de ontem, no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. Um passageiro teria recebido uma mensagem no celular avisando sobre a existência de uma bagagem suspeita. O voo estava com 174 passageiros, mais a tripulação.
De acordo com informações dos passageiros, a aeronave estava pronta para taxear, quando o comandante avisou pelo sistema de som que uma equipe da Polícia Federal (PF) iria realizar uma vistoria para constatar a ameaça. Todos os passageiros ficaram retidos no avião por cerca de 1h30, até serem avisados que teriam os voos transferidos.
Em nota, a assessoria da TAM lamentou os transtornos e informou que o voo foi cancelado devido à necessidade de identificar o proprietário de uma bagagem esquecida na sala de embarque do Afono Pena. A empresa também afirmou que para garantir a segurança dos passageiros e tripulação, ''a PF foi acionada e nada que apresentasse risco foi encontrado. Porém, para que a busca fosse feita adequadamente, o voo foi cancelado e os passageiros reacomodados nas próximas partidas''. Apesar da nota divulgada, não foi repassada a informação sobre o que haveria dentro da bagagem ou se o proprietário teria sido encontrado.
Irritação
Segundo o empresário Silvonei Miguel, de Valinhos (SP), que estava no voo, os passageiros reagiram bem, apesar do susto. Ele informou que o comandante alertou por duas vezes sobre a possibilidade da existência de uma bomba e que, conforme os procedimentos de segurança, os agentes da PF iriam realizar a vistoria. Silvonei veio a Curitiba por causa de trabalho e iria embarcar para São Paulo com cinco horas de atraso, no vôo das 19h22. ''A princípio ninguém entendeu porque não tínhamos decolado. Depois, com a informação do comandante, todos ficamos assustados. A PF entrou no avião e aguardamos por mais de 1h sem saber de nada. Só depois nos avisaram que teríamos que descer da aeronave e remarcar o voo'', explicou o empresário. ''Apesar do atraso não vou ter nenhum prejuízo. Entretanto muitas pessoas ficaram irritadas com a situação. Demorou tanto sem nenhuma explicação'', completou Silvonei.
O jornalista Guilherme Marconi, que também estava na aeronave afirmou que algumas pessoas conseguiriam embarcar às 17h, mas que a demora poderia ser maior para outros. Ele estava de folga e iria passar o feriado em São Paulo. ''Ficamos muito tempo no avião, sem saber se o vôo estava cancelado ou não.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) apenas informou que foi tomado um procedimento de segurança de caráter sigiloso. A aeronave do voo JJ3010, entretanto, permaneceu no Afonso Pena. A informação de que um dos passageiros teria sido preso pela PF por espalhar o boato da ameaça de bomba não foi confirmada pelo órgão.

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