Maceió, 10 (AE) - Duas ameaças de bomba ontem à noite alteraram os trabalhos da CPI do Narcotráfico em Maceió. Uma pessoa ligou para o porteiro do Jatiúca Resort, hotel onde estão hospedados os parlamentares, e ofereceu R$ 30 mil ao porteiro para colocar uma "caixa" no quarto do deputado Robson Tuma (PFL-SP), que está coordenando os trabalhos da CPI em Alagoas. Logo que recebeu a denúncia, por volta da meia-noite, o porteiro chamou a polícia.
A Polícia Federal iniciou imediatamente uma varredura no andar onde estão os apartamentos dos parlamentares. Antes disso, a CPI, que ainda estava colhendo depoimentos no prédio da Procuradoria de Justiça, recebeu a informação de que tinha sido colocada uma bomba no auditório. A Polícia Federal fez varredura durante toda a noite no auditório, onde continuam os trabalhos hoje. A onda de ameaças em Alagoas começou a partir do momento em que a CPI recebeu informações de que o legista Badan Palhares recebeu R$ 400 mil para forjar o laudo da morte de Paulo César Farias e da suposta trama armada pelo deputado Augusto Farias (PPB-AL) para tentar matar o legista Georges Sanguinetti.

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