Uma ameaça de bomba mudou a rotina do aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país, na tarde de hoje. Durante quase três horas, a polícia interditou a área de maior circulação do aeroporto e apressou a saída e o embarque de passageiros.
Por volta das 14h30, dois telefonemas anônimos, um para a companhia aérea Ocean Air e outro para a delegacia do aeroporto, informaram que uma bomba seria detonada no local.
Um deles, segundo a polícia, partiu de um orelhão da Av. do Cursino, na zona Sul da capital. Em uma das ligações, um homem pedia que Congonhas fosse evacuado porque o atentado não tinha objetivo de atingir civis, apenas prédios públicos.
Foi iniciada uma operação que reuniu policiais civis, militares, corpo de bombeiros e guardas da Aeronáutica para agilizar a saída de pessoas. Os passageiros foram avisados sobre a ameaça e receberam a solicitação de apressar a retirada de bagagem e a saída.
O saguão principal de Congonhas foi interditado e homens do esquadrão antibombas e cães farejadores rastrearam o aeroporto. Após duas horas e meia de inspeções, nada foi encontrado e o local, liberado.
A Polícia Civil, que dobrou seu efetivo na delegacia de Congonhas , acredita que a ameaça não tenha passado de um trote.
Os passageiros que chegavam eram orientados por policiais a fazer o check-in e seguir para a sala de embarque. Não houve pânico. O sistema de telefonia celular ficou congestionado.
''Eu quero demorar muito tempo para voltar aqui. Isso assusta'', reclamava a comerciante Maristela de Souza, que ia para Boa Vista.
Segundo a Infraero, os pousos e decolagens não foram afetados e o movimento não se alterou -cerca de 60 mil pessoas circulam pelo local diariamente.
O aeroporto Santos Dumont, do Rio, cancelou 15 vôos -Varig (6), Tam (3) e Gol (6)- para São Paulo por motivo de segurança em Congonhas.

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