O ambulatório de controle da espasticidade infantil funciona no Hospital de Clínicas (HC), em Londrina, desde agosto do ano passado. Segundo a ortopedista coordenadora do projeto, Eva Maria Janowski, nesse período já foram atendidas 77 crianças.
  A ortopedista explica que o atendimento a crianças com paralisia cerebral nasceu de um outro projeto que atende adultos, sob coordenação do neurologista Luiz Sidônio da Silva. Ela ressalta que, no ambulatório, as crianças têm acesso a um medicamento que dificilmente os pais conseguiriam pagar. ‘‘É um tratamento extremamente caro, cada ampola custa em torno de R$ 1 mil, e a grande maioria das crianças precisa de um ou mais frascos’’, afirma.
  Para ser atendido hoje no ambulatório, a espera é de cerca de três a quatro meses. ‘‘Mas depois é garantido o segmento do tratamento até a cirurgia’’, explica a médica. Segundo levantamento da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), os casos de paralisia cerebral acometem de duas a cinco crianças por grupo de mil
habitantes.
  A paralisia cerebral pode ser causada por alterações na gestação, problemas na hora do parto, infecções ou traumas. O ortopedista Alessandro Melanda explica que dependendo da área atingida no cérebro, o indivíduo poderá apresentar uma deficiência motora grave, dificuldade na fala ou mesmo deficiência mental. A lesão ocorre normalmente pela falta de oxigenação das células cerebrais. Dados da AACD apontam que quanto mais cedo for iniciado o tratamento da paralisia cerebral, melhor será a resposta do organismo. (C.P.)

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