Rio de Janeiro
Ambulantes que ocupavam as ruas próximas à Catedral Metropolitana do Rio na tarde de sexta-feira calculavam o prejuízo com o encalhe de camisetas e galhardetes com a imagem de João Paulo 2º. A lamentação era extensiva aos camelôs instalados em barracas improvisadas ao redor do Maracanã e também aos que circulavam pelo Aterro do Flamengo. Bandeiras, chaveiros e fitinhas com mensagens de boas vindas ao papa eram oferecidas a preços baixos, mas em vão.
O investimento desses grupos - não atrelados à Arquidiocese do Rio - foi alto e teve como principal chamariz um rosto bem humorado e mais jovem de João Paulo 2º. O mesmo material podia ser encontrado nas paróquias da cidade, para onde a Arquidiocese encaminhou todo tipo de souvenir. A única lembrança gratuita do papa eram cartazes do pontífice impressos em folhetos com o texto das missas na catedral e no Aterro, celebradas por João Paulo 2º.
Cesar Augusto, de 36 anos, veio de Petrópolis, na Região Serrana, com várias caixas de camisetas brancas com a frase ‘‘João Paulo II, nós te amamos’’. Cada unidade saía por R$ 6. Ele passou a semana em frente ao prédio da Petrobrás, num dos acessos à catedral. Na sexta-feira, parecia conformado com o fracasso nas vendas. ‘‘Queria voltar após a missa do Aterro com todo estoque negociado’’, disse. ‘‘Pelo jeito, não vou me desfazer nem de um décimo do que trouxe’’.

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