São Paulo, 27 (AE) - Vendedores ambulantes de Santana, na zona norte, fizeram novo protesto hoje contra a proibição do comércio informal nas ruas da região. Por volta do meio-dia, cerca de 500 camelôs fizeram uma passeata pelas Avenidas Cruzeiro do Sul, Alfredo Pujol e Rua Voluntários da Pátria. A manifestação foi tranquila e não foram registrados incidentes.
Gritando palavras de ordem contra o prefeito Celso Pitta (PTN), os camelôs procuraram chamar a atenção da população para a apreensão de várias barracas, na semana passada. No momento em que passavam pela Rua Voluntários da Pátria, os manifestantes sentaram-se no meio do asfalto, o que prejudicou o trânsito nas ruas próximas.
Após a passeata, uma comissão dirigiu-se para a Administração Regional de Santana-Tucuruvi, para tentar uma reunião com o administrador regional, Antonio Attencia Neto. Hoje, eles solicitarão providências ao Ministério Público Estadual. "Tenho três filhos para criar e dependo disso para viver", disse Maria Thereza Rosa Lacerda. Na semana passada, os fiscais da regional de Santana apreenderam sua barraca de bijuterias, na Rua Voluntários da Pátria. Hoje ela participou da passeata com uma placa "Pitta bandido". Viúva e mãe de quatro filhos, Thereza Brito, que há dez anos vende roupas na Voluntários da Pátria, também quer sua barraca de volta. A atividade, segundo ela, complementa os R$ 136,00 que recebe de pensão pela perda do marido. "Isso não dá para nada"
reclamou.
Hoje, o prefeito Celso Pitta afirmou que a Prefeitura não irá ceder na proibição do comércio ambulante nas ruas, em toda a cidade. "O espaço público não pode ser privatizado", disse o prefeito, durante a inauguração de um centro para convivência para idosos, no Canindé, zona norte.

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