Ambulantes faturam mais com marcha
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quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Por Flávio Mello 
Brasília, 26 (AE) - A Marcha dos Cem Mil pode não provocar nenhuma mudança na política econômica adotada pelo peresidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas estimulou a economia informal de Brasília. Atraídos pela promessa de um grande número de pessoas, os vendedores ambulantes tomaram quase toda a calçada direita da Esplanada dos Ministérios, transformaram-na numa espécie de "mercado persa" e alguns camelôs conseguir dobrar o faturamento.
"Quando o dia é excelente, vendo entre uma e meia e duas caixas", disse o vendedor de sorvete José Carlos da Silva, de 16 anos. "Como o movimento está bom, são 14 horas e já estou terminando a segunda caixa", completou.
O ambulante Francisco Antônio Pereira, que montou a sua barraca de queijos, biscoitos de polvilho e doces na Esplanada dos Ministérios somente por causa da Marcha dos 100 Mil, disse que o movimento cresceu. "Dobrar não dobrou, mas que vendi muito mais do que nos dias normais, isso eu não posso negar", reconheceu Pereira. A quantidade de vendedores garantiu uma variada oferta de produtos.
Os manifestantes, que entre um discurso e outro aproveitavam para descansar e tomar banho de sol sobre a grama seca da Praça dos Três Poderes, não tiveram dificuldade para o almoço. O cardápio incluía cachorro-quente, churrasquinho e acarajé. Havia ainda sorvetes, doces diversos e frutas variadas - jaboticaba, melancia, abacaxi, goiaba, banana, maçã e pêras. Dezenas de bancas e barracas ofereciam lembranças típicas, artesanatos, bijouterias, varas de pesca e livros.


