Os ambulantes em greve de fome entraram ontem no terceiro dia de protesto no Largo da Concórdia, no Brás, entro de São Paulo. Dos 40 ambulantes que iniciaram a manifestação, restam 25. Acorrentados e sob o calor de mais de 30 graus, muitos se sentiram mal e foram atendidos por médicos da Prefeitura.
‘‘Estou bem não’’, disse Valdeci Magalhães Couto, de 35 anos, pouco antes de receber soro. Marilene Ferreira da Silva, de 28 anos, também não se sentia bem. Com três contas atrasadas pregadas na camiseta, ela não admitia deixar o largo sem trabalho nas ruas.
O líder do movimento, Afonso José Silva também não. Tão irredutível quanto ele, o secretário das Administrações Regionais, Domingos Dissei, reiterou que não há acordo possível com relação à volta dos ambulantes para as calçadas de onde foram removidos.
O impasse entre camelôs e administração deve ser resolvido com mais diálogo, segundo o senador Eduardo Suplicy (PT). Amanhã (04) ele pretende visitar o Largo da Concórdia e conversar com os manifestantes. ‘‘É preciso que a Prefeitura tenha uma iniciativa mais criativa para a questão’’.

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