Sorocaba, SP, 25 (AE) - Três camelôs de Sorocaba, a 98 quilômetros de São Paulo, acusaram fiscais da prefeitura de danificar e apreender irregularmente mercadorias durante blitze realizadas na cidade. O desempregado José Antunes da Silva, de 30 anos, disse que teve seu carrinho de cachorro-quente danificado ao ser levado por fiscais, no último fim de semana, numa rua central da cidade. Como não estava no local, os fiscais arrombaram o cadeado para levar o carrinho. Várias mercadorias desapareceram, segundo ele. O delegado Celso de Souza Araújo, do 3º. Distrito Policial, vai abrir inquérito para apurar a ação dos fiscais
Outro ambulante, José de Araújo Cavalcanti, de 29 anos, disse que foi perseguido por seis fiscais que estavam em uma Kombi, quando vendia telas protetoras de sol para veículos, num cruzamento da Avenida Washington Luís. Os fiscais tomaram suas mercadorias, mas não emitiram o termo de apreensão.
Outro camelô, José Arnaldo Bezerra, de 29 anos, foi agarrado e despojado dos guarda-chuvas que vendia e também não recebeu notificação. Ele alega que, por não ter recebido o termo de apreensão, não conseguiu recuperar a mercadoria.
Inquérito - O delegado explicou que a atividade dos ambulantes nos cruzamentos é proibida por lei, mas eles têm o direito de ser notificados no ato da apreensão para recuperar, depois, as mercadorias. O delegado entrou em contato com o setor de fiscalização da prefeitura e obteve a informação de que os fiscais só não emitem a notificação quando os camelôs fogem. "Existem duas versões que precisam ser apuradas", afirmou.
O diretor do serviço de fiscalização da Prefeitura, Paulo Roberto de Camargo, disse que os fiscais são orientados a elaborar o termo de apreensão na presença dos ambulantes. Muitas vezes, segundo ele, o camelô foge do local ou nega-se a receber a notificação. As mercadorias são recolhidas em um depósito da prefeitura. Os casos denunciados estão sendo apurados, segundo ele. Camargo contou que Sorocaba está recebendo um grande número de camelôs que estão saindo de São Paulo para atuar no interior, por isso a fiscalização foi intensficada.

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