São Paulo, 09 (AE) - Recém-chegado de Brasília, onde foi procurar emprego sem sucesso, o maranhense Francisco das Chagas dos Santos, de 30 anos, foi morto por volta das 20h30 de ontem, na porta da estação São Bento, no centro de São Paulo. Ele trabalhava como ambulante no local há poucos dias. Santos foi assassinado a tiros por três homens desconhecidos. A professora Cristina Kanashiro, de 33 anos, que caminhava pela Avenida Prestes Maia, em direção à estação, foi atingida por uma bala perdida.
Os dois foram socorridos pela Polícia Militar e levados para o Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia, mas o ambulante morreu ao chegar. A professora, baleada no abdome, foi operada e, segundo a Assessoria de Imprensa da Santa Casa, passa bem. Os três homens, apontados como autores do homicídio, fugiram sem deixar pistas.
Disparos - O crime foi presenciado pelo cunhado de Santos, o camelô Antônio Oliveira de Souza, de 49 anos, que trabalha há 11 anos vendendo doces e cigarros no local. "Ele estava trabalhando comigo na barraca até conseguir arrumar um emprego fixo, como segurança", disse Souza. "Mas não deu tempo de nada, pois os assassinos chegaram e, sem falar nada, dispararam. Tudo foi muito rápido; eu fui a uma outra barraca que vendia lanches e espetinhos de carne para comer alguma coisa e quando virei meu cunhado já estava caído ", lembrou Souza. "Nem sei ao certo quantos tiros foram dados, mas foram muitos."
O caso foi registrado no 3.º Distrito Policial, em Santa Ifigênia, na região central da cidade, mas até a tarde de ontem a polícia não tinha pistas dos assassinos ou sobre o motivo do crime.
Maranhão - Segundo a família do camelô, o corpo de Santos seria levado na tarde de hoje para o Maranhão, onde deve ser enterrado amanhã (10). "Não temos idéia do que pode ter acontecido, pois ele estava em São Paulo havia pouco tempo, por isso, não tinha inimigos", disse Souza, hoje à tarde, no Instituto Médico Legal, enquanto liberava o corpo. "Só sei que a vida foi injusta com o meu cunhado, pois o que ele mais queria era ter um bom emprego, casinha e sossego", disse. "E isso ele não encontrou pelos lugares onde esteve, afirmou Souza.

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