São Paulo, 14 (AE) - Em depoimento à CPI na tarde de hoje, a ambulante Ana Maria Pontes Teixeira confirmou a existência de um esquema de arrecadação de propina entre camelôs na Administração Regional da Lapa, que seria chefiado por José Izar. Ela disse ainda que o fiscal Carlos Silvano repassava parte do valor arrecadado em extorsões para Gilmar de Almeida Lima, assessor de Izar na Lapa.
O fiscal da Lapa também foi acusado pelo ambulante Nilson Santos de ter exigido R$ 3 mil para liberar seu Termo de Permissão de Uso (TPU, documento que permitia o trabalho de ambulantes nas ruas). Santos afirmou não ter pago o valor, e acrescentou que Silvano extorquia outros ambulantes.
O ambulante disse também que tomou conhecimento por meio de um camelô apelidado de Zé do Amendoim, ligado ao fiscal Silvando, de que uma cota de propinas no valor de R$ 25 mil teria sido estabelecida por Izar quando este assumiu o controle político da regional da Lapa.
Silvano deveria ter participado de acareações ontem, mas alegou estar passando mal e não prestou depoimentos. Na primeira convocação da CPI, Silvano negou participação no esquema de propinas.
Pirituba - A penúltima pessoa a ser ouvida hoje foi a empregada da vereadora Maeli Vergniano, Marlucci Misevicius. Ela é suspeita de utilizar um veículo da empresa de coleta de lixo Veja Ambiental para tarefas particulares da vereadora.
Mas, na CPI, ela afirmou desconhecer a utilização do veículo. Os vereadores, então, apresentaram a ela um boletim de ocorrência que dava conta do roubo do veículo da Vega na porta da casa de Maeli. Marlucci negou inclusive conhecimento do furto do automóvel.
O último depoimento da noite, relizado a portas fechadas, seria o de um dos proprietários do Auto Posto Phoenix, Carlos Eduardo Toledo. Ele alega ter sido vítima de extorsão e estaria recebendo ameaças de morte por telefone.
Cotonetes - Os integrantes da CPI também receberam hoje um dossiê do deputado estadual Afanasio Jazadji (PFL), que denuncia superfaturamento na venda de kits de DNA para o Plano de Atendimento à Saúde (PAS). A denúncia envolveria o ex-vereador e deputado estadual Nelo Rodolfo (sem partido). A CPI optou por enviar a documentação a Rodolfo e solicitar que ele mandasse uma resposta para análise.

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