São Paulo, 17 (AE) - O camelô Afonso José da Silva, presidente do Sindicato Informal dos Ambulantes Independentes, afirmou que continua recebendo ameaças de morte. Ele compareceu hoje à sede do Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird) da Polícia Civil, para pedir ajuda à instituição. "Vim pedir proteção para poder tocar a minha vida normalmente", disse.
Líder dos camelôs da região do Largo da Concórdia, Silva foi baleado por dois homens no dia 20 de fevereiro. O atentado ocorreu em sua casa, onde funciona a sede do sindicato da categoria, no 3º andar de um prédio, na Avenida Rangel Pestana, no Brás, região central.
O suposto mandante do crime, Bernardo Nascimento, conhecido como Piauí, continua foragido. "Ele é um dos homens de confiança do deputado Hanna Garib", disse Silva. Em 5 de fevereiro, Silva havia denunciado um esquema de corrupção na região do Brás. As principais acusações estavam centradas no então vereador Hanna Garib. Por causa disso, Garib chegou a entrar com um processo na Justiça contra o ambulante. Hospital - Ontem de manhã, Afonso José da Silva foi até a Santa Casa, hospital onde ficou internado depois do atentado, para fazer alguns exames. Passou pelo ambulatório de ortopedia e foi medicado no pronto-socorro. O ambulante foi liberado à tarde. (Cláudio Barreto, especial para a AE)

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