Ambulância ficará no Terminal Urbano
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quarta-feira, 01 de junho de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Londrina - Ontem pela manhã, no momento em que o gerente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Elândio Cleber Câmara anunciava a instalação de uma ambulância no piso inferior do Terminal Urbano Central, uma mulher passou mal e já recebeu o primeiro atendimento.
Ela estava no ônibus da linha 406 do Conjunto Aquiles Stenguel e sentiu dores ao chegar no terminal. Já na ambulância do Samu, ela recebeu atendimento e foi encaminhada ao Pronto-Atendimento Municipal (PAM). ''É uma paciente que tinha uma cirurgia prévia de vesícula e apresentava uma dor gástrica importante. Ela toma medicação em casa e a encaminhamos ao PAM para tomar uma medicação via endovenosa'', afirmou Câmara.
É para atender casos como este, que a Secretaria Municipal de Saúde deu início ao projeto de descentralização do Samu visando espalhar as ambulâncias em pontos estratégicos do município. ''Os demais locais ainda estão sendo estudados, pois depende da avaliação de via de acesso, situação do local e ambiente'', disse.
A morte de Zilda de Miranda Bezerra, de 58 anos, ocorrida no dia 17 de maio, logo após passar mal dentro do ônibus e não receber atendimento de urgência, agilizou, segundo Câmara, o processo de descentralização. ''O terminal tem um volume grande de usuários. São cerca de 120 mil diariamente. A princípio, a ambulância atenderá de tudo, mas a maior preocupação é com os casos de maior complexidade, que nem foi o da paciente que foi a obito'', comentou.
Na ambulância, fica um socorrista, que acumula a função de motorista. As ocorrências continuam sendo monitoradas pela unidade central, localizada ao lado do prédio da Secretaria de Saúde.
Questionado sobre as ocorrências fora do terminal, o gerente do Samu explicou que ''a ambulância não é um serviço de ambulatório, ela é um pré-hospitalar.'' ''Seja aqui dentro ou em qualquer outro lugar da cidade, se houver um atendimento de rua que seja prioridade, ela será deslocada o mais rápido possível'', explicou.
Quanto à capacitação dos funcionários do terminal, Câmara afirma que está sendo desenvolvido junto com a Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU) um treinamento exclusivo sobre o uso do desfibrilador.
Segurança aos usuários
A presença de uma ambulância do Samu no Terminal Central chegou em boa hora. Para muitos usuários, a iniciativa garante mais segurança. É assim que pensa a recicladora Rosângela Lima de Oliveira, de 43 anos, que utiliza o transporte coletivo para ir ao cardiologista. ''Ninguém quer passar mal e demorar para ser atendido. Com o Samu aqui dentro, a gente se sente mais amparada caso aconteça algo'', declarou.
Para Adelson Alves, 70, o ponto mais positivo do projeto é a agilidade no atendimento. ''Outro dia, uma senhora passou mal dentro do ônibus e chegou a desmaiar. Quando chegamos ao terminal, ela foi retirada com rapidez, mas ainda não tinha ambulância. Não sei o que aconteceu depois. Mas agora acredito que vai melhorar e muito'', opinou.


