Somente 9% da superfície terrestre do planeta ainda é coberta por
florestas ‘‘intactas’’, nas quais estão concentradas mais de 50% das espécies terrestres conhecidas. Ao lado dos oceanos, outro principal reservatório de biodiversidade, as florestas estão criticamente ameaçadas, assim como as espécies que ali vivem.
  O alerta vem de dois estudos apresentados pelo Greenpeace na 8ªConferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), em Curitiba.
  Segundo a ONG, cerca de um quinto das formações florestais da Terra já foi significativamente degradada ou alterada pelo homem. Nos oceanos, onde o declínio de espécies também avança em ritmo acelerado, a organização propõe a criação de uma rede de áreas protegidas que cobriria 40% da superfície marítima do planeta.
  ‘‘Os mais importantes hábitats na Terra são as florestas e os oceanos’’, disse o pesquisador Christoph Thies, da campanha internacional de Florestas do Greenpeace. ‘‘Só nas florestas, temos mais de metade das espécies terrestres em menos de 10% de território. É uma combinação extremamente perigosa.’’
  Segundo o relatório, 60% dos países (82 de 148) que originalmente apresentavam formações florestais não têm nenhum remanescente intacto dessas formações.

Os pesquisadores definem esse termo como uma área de no mínimo 500 quilômetros quadrados que não tenha sido significativamente alterada pelo homem. Não quer dizer que sejam desabitadas, mas que a influência do homem não foi suficiente para alterar a cobertura vegetal.

Ou diversidade biológica (do grego bios, vida) é o termo que designa diversidade da natureza viva. Desde 1986 seu conceito tem adquirido freqüente uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos no mundo todo. Sua utilização coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas últimas décadas do Século XX.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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