Ambientalistas do País estão reivindicando o direito de participar de discussão do Código Florestal. Em encontro com o líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio (PSDB-AM), representantes de ONGs cobraram ontem participação no fórum de debate sobre o projeto. Virgílio afirmou que o governo está disposto a fechar um acordo para levar a proposta à votação no plenário.

''Se não houver acordo, a posição do governo é não pôr o projeto em votação; se for votado, será derrubado; se não for derrubado, haverá veto'', disse Virgílio. O governo pretende alterar o texto do deputado federal Moacir Micheleto (PMDB-PR), aprovado, na semana passada, na comissão mista. O projeto de Micheleto é considerado impróprio por setores do governo ao propor, por exemplo, redução da reserva legal do cerrado amazônico, de 35% para 20%.

Mesmo com os choques entre ambientalistas e ruralistas, Arthur Virgílio acha que é possível uma negociação. O governo não abre mão, segundo o parlamentar, do princípio do desenvolvimento sustentável e da manutenção da fronteira agrícola. Na quinta-feira, está prevista nova reunião entre Virgílio e as entidades ambientais.

O líder do governo, porém, não conseguiu tranquilizar os ambientalistas. ''Saímos do encontro preocupados com a possibilidade de os ruralistas colocarem o projeto em votação'', disse André Lima, do Instituto Socioambiental. Logo depois da conversa com as ONGs, Virgílio se reuniu com técnicos dos ministérios do Desenvolvimento Agrário, Agricultura e Meio Ambiente, representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e parlamentares, boa parte da bancada ruralista.

O objetivo da reunião, que começou no início da noite, era levantar os pontos polêmicos, quais poderiam ser negociados e quais seriam definidos no voto. (A.F.)

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